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Grafiteiro e poeta conhecido por espalhar versos nas lixeiras do Centro de BH, ele chama a atenção dos jovens para que definam metas concretas e realizáveis para a concretização dos sonhos

Por Andressa Guimarães

No dia 22 de maio, cerca de 500 aprendizes do Programa Educação & Trabalho (PET) assistiram à palestra do escritor, poeta e grafiteiro, Felipe Arco, conhecido como 'guru' das relações amorosas. O evento foi realizado no Centro de Referência da Juventude (CRJ), na região central de Belo Horizonte.
Sob o pseudônimo Felipe Arco, Celso Felipe Marques já publicou três livros e, além da escrita e poesia, realiza também trabalhos de pintura e grafite. Um dia, voltou suas atenções para as lixeiras instaladas pela Prefeitura e há cinco anos vem se empenhando em “transformar a cidade em um grande livro”, ao usar lixeiras de Belo Horizonte como “páginas” para divulgar suas reflexões acerca da vida e do amor. “Faço grafite há 10 anos e sempre deixei mensagens nos meus grafites. Desde 2014, comecei a colocar nas lixeiras e foi aí que o trabalho tomou essa proporção maior”, diz. As lixeiras foram escolhidas devido ao simbolismo, por ser algo muitas vezes desprezado, sujo e esquecido pela população. Os versos do grafiteiro, que falam sobre situações do cotidiano, acabaram chamando a atenção e começaram a ganhar as redes sociais. Somente no Instagram, Felipe Arco mais de 240 mil seguidores, dos quais recebe milhares de mensagens.

Famoso entre os jovens da faixa etária dos aprendizes, ele iniciou a palestra contando sua trajetória de vida. O poeta relatou que largou a faculdade de jornalismo, saiu de casa e foi morar com um primo e, nessa época, ele precisava encontrar alguma forma de ganhar dinheiro e se sustentar. “Eu sempre escrevi poesias, mas nunca havia mostrado isso para ninguém, pois é algo muito íntimo. Então, meu primo sugeriu que vendêssemos as poesias em um varal na Praça Sete, mas aquela ideia não me seduziu. Depois de um tempo, um dia, andando de metrô, vi algumas pessoas vendendo diversas coisas nos vagões e então pensei 'por que não vender minhas poesias aqui?’ E foi assim que tudo começou. Escrevi as poesias, entrei no metrô, entreguei os papeis para as pessoas e, pela primeira vez na vida, vi todo mundo lendo o que eu havia escrito. E foi nesse dia que eu me apaixonei por um ofício e descobri qual seria a minha profissão”, relata.

Além disso, o escritor destacou que os jovens devem, sim, ter sonhos, mas reforçou a importância de estabelecer metas concretas e realizáveis para o alcance desses sonhos. Se não, de nada adianta só sonhar, sem conseguir concretizar. E finalizou falando sobre o real sentido da vida, que é "compartilhar". Mais do que só trabalhar para ganhar dinheiro no final do mês, o palestrante defende que “o verdadeiro sentido da vida é conviver. E isso tem que ser alinhado com ganhar dinheiro e ser feliz, porque dinheiro é necessário e ser feliz é essencial, e nenhuma conquista ou dinheiro fazem sentido se não tivermos com quem compartilhar”, conclui.
Last modified on Quarta, 22 Maio 2019

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