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Sérgio Henrique dos Santos Andrade, 23 anos, iniciou sua vida profissional como aprendiz do PET em um Cartório de Notas; hoje é formado em Direito e atua como advogado associado em um escritório

Por Andressa Guimarães

Como foi a sua experiência como aprendiz do Programa de Educação e Trabalho (PET)? Fantástica! Minha experiência me proporcionou a aquisição de diversas habilidades. Trabalhava 20 horas semanais, sendo que 1 dia por semana (ou 2 dias a depender da semana) eu participava de cursos ofertados pelo programa. Em resumo, eram abordados temas sobre: marketing, marketing digital, logística, português, empreendedorismo, democracia, direito à igualdade, direito das minorias, etc. Além disso, havia também a aprendizagem prática, na empresa, por meio da qual aprendi a me relacionar em um ambiente corporativo e com pessoas de todas as idades e titulações acadêmicas. Tive que ouvir muitos “nãos” durante minha aprendizagem e isso repercutiu no caráter que hoje possuo. De fato, foi um tempo muito valioso, visto que obtive expressiva maturação profissional e pessoal.
Como era sua vida antes de ser aprendiz do PET? Por que você escolheu ser aprendiz? Nunca tive “berço de ouro”, mas sempre busquei ter um bom histórico como adolescente antes do PET e sempre fui dedicado nos estudos e em casa. Óbvio, isso não seria o suficiente para enfrentar o competitivo mercado de trabalho. Era necessário o “start”. Daí me despertei para a incrível oportunidade de me tornar um aprendiz. Tentei ingressar em várias outras empresas, mas no PET, da Fundação CDL Pró Criança, onde consegui, finalmente (risos), lograr êxito na busca de inserção no mercado de trabalho. É inegável afirmar que os fatores financeiros me impulsionaram a essa busca, bem como já sonhava em iniciar meu processo de independência financeira.

Quais oportunidades o PET te proporcionou? Por meio do programa, consegui meu primeiro emprego no regime celetista (carteira assinada), em um Cartório de Notas de Belo Horizonte, bem como, abri minha primeira conta bancária! Não fosse o PET, jamais conheceria as pessoas com quem tive a oportunidade de trabalhar e, com as quais iniciei a construção do meu networking – algo essencial para aqueles que desejam boa colocação no mercado, afinal, não basta ter conhecimento ou boa formação acadêmica, é imprescindível saber se relacionar.

Quando um adolescente ingressa no mundo do trabalho, muitas mudanças acontecem. Você passou por alguma que te marcou? É claro! Tornei-me referência para meu amigos, familiares e irmãos. Socialmente, passei a ser reconhecido como um “garoto esforçado e responsável”. Em virtude do trânsito constante no centro da capital mineira para ir ao trabalho, inclusive, comecei a aprender a me locomover desacompanhado dos meus pais e isso me trouxe muita satisfação! Não raro, era consultado pelos amigos a respeito de rotas, etc. Não poderia deixar de citar algo que me marcou muito: sempre sonhei com uma TV no meu quarto. Pois bem, foi com meus salários iniciais, lá no ano de 2012, que comecei a poupar para adquirir minha TV – ISSO FOI BEM LEGAL!

Que aprendizado você pôde obter das suas experiências no PET e utilizar no atual emprego? O PET se dividia em parte teórica (cursos na Fundação CDL) e parte prática (trabalho na empresa). Destaco experiências que muito me auxiliam atualmente: na parte teórica, estudei de modo inovador a respeito de empreendedorismo, cidadania, relacionamento interpessoal, proatividade, igualdade, democracia e direito das minorias: conceitos fundamentais e determinantes que utilizo em meu cotidiano até hoje. Na parte prática, por ter trabalhado em Cartório de Notas, passei a ter contato com advogados, juízes, tabeliães e registradores. Os cartórios de Notas elaboram Escrituras Públicas de compra e venda, inventário, doação, testamento público, etc., autenticações e reconhecimentos de firma. Desse modo, para a execução de tais atividades, era e é imprescindível conhecimentos jurídicos. Daí, diante do contato com esse ramo do conhecimento, senti vontade de fazer um curso superior em Direito. Atualmente, sou advogado formado, atuante somente no mercado imobiliário – direito imobiliário está intrinsecamente ligado às atividades desenvolvidas pelos Cartórios de Notas. Imperioso destacar que o escritório de advocacia onde atuo como advogado associado atualmente, mediante indicação de colegas que trabalhei no cartório e do próprio Tabelião (observe a importância do networking), buscou exatamente um profissional com experiência em Cartório de Notas ou Cartório de Registro de Imóveis. Nesse sentido, portanto, acabei preenchendo os requisitos para ocupar a vaga. Portanto, meu atual emprego teve TUDO a ver com meu histórico de aprendizagem junto à Fundação CDL Pró Criança.

Quais dicas você dá para os jovens que estão iniciando sua carreira? Busquem este início o quanto antes, pois “o tempo ruge e a Sapucaí é grande!”, não percam tempo. Após conseguirem dar início à carreira, invistam em relacionamento interpessoal de modo a criar fortes e sadios vínculos com todos os colegas e clientes da empresa em que forem exercer a parte prática. Todo conhecimento é válido. Não subestimem uma matéria sequer da parte teórica do curso do PET pois certamente lhe será útil em futuro breve. Sejam sempre excelentes em tudo que fizerem. Busquem sempre a perfeição nas atividades que elaborarem. Sejam pontuais nos horários e sempre, sempre, sejam humildes de forma a fugir de qualquer arrogância intelectual. Afinal, sempre podemos melhorar! Não se furtem da leitura de bons livros como, “O poder da ação” (Paulo Vieira), por exemplo, e saibam que vocês são os únicos responsáveis pelo sucesso ou insucesso da carreira. Jamais culpem o outro, criem soluções e saibam que o problema sempre está dentro de nós.
Last modified on Quarta, 22 Maio 2019

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A História da Fundação CDL Pró-Criança começou em 1986, com a iniciativa de empresários do comércio, ligados à CDL/BH que resolveram se mobilizar em torno dos problemas que afetavam a vida das crianças de Belo Horizonte.

A entidade cumpre sua missão de levar igualdade de oportunidades às pessoas e contribuir para a construção de um futuro melhor, fortalecendo e exercendo a cidadania.

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